Além do 7 de setembro

Hoje todos nós conhecemos o dia 7 de setembro como “O dia da independência do Brasil”, “O sete de setembro” ou “O dia da Pátria”. O que nem todos nós conhecemos é que os acontecimentos desse dia vem de uma sucessão de eventos.



Em 1808 como retaliação por não aderir ao Bloqueio Continental declarado contra o Reino Unido, Napoleão envia tropas do exército francês para tomarem de assalto Portugal. Temendo por terem a cabeça separada do pescoço, a Corte Portuguesa se transfere de Lisboa para o Rio de Janeiro, a capital do Brasil Colônia o que convenientemente colocava o Oceano Atlântico e a Marinha do Reino Unido entre eles e uma guilhotina.


Em dezembro de 1815 Dom João VI, o então Príncipe Regente da Corte, cria o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Porém em 1820 uma revolução política irrompe em Portugal e como em 1815 Napoleão foi derrotado na Batalha de Waterloo e já não representava uma ameaça - guilhotina, guerra e outras coisas desagradáveis que só as guerras napoleônicas podiam proporcionar - parte da Corte junto com Dom João VI volta para Lisboa, deixando o príncipe D. Pedro de Alcântara no Brasil.

Após Portugal capitular – ou seja, "chutados" para fora da província - em 5 de outubro de 1821, nesse mesmo ano Pernambuco se torna a primeira província a se desvincular do Reino de Portugal. Esse movimento é considerado o primeiro episódio da independência do Brasil.


Em 1822 a Assembléia Legislativa Portuguesa exigiu que o Brasil voltasse à sua condição anterior - no caso voltar a ser colônia - e que o príncipe herdeiro voltasse a Portugal. Dom Pedro por sua vez, influenciado pelo Senado da Câmara do Rio de Janeiro, no dia 9 de janeiro de 1822 se recusa a atender a exigência e esse dia ficou marcado como o Dia do Fico.


Em julho deste mesmo ano Dom Pedro Convoca a primeira Assembléia Constituinte Brasileira. Em 1º de agosto declara inimigas todas as tropas portuguesas e dias depois, assina o Manifesto às Nações Amigas, garantindo a independência do país, como reino irmão de Portugal.


No dia 2 de setembro chega às mãos de Maria Leopoldina, que no momento era princesa regente, um novo decreto de Portugal com suas exigências. Juntamente com o Conselho de Ministros ela envia uma carta a Dom Pedro aconselhando-o a declarar a independência do Brasil. A carta chegou para ele no dia 7 de setembro e nas margens do Ipiranga a história nos conta que nesse dia foi declarada a independência. Dom Pedro então é coroado pelo Bispo do Rio de Janeiro e ganha o titulo de Dom Pedro I em outubro de 1822.


Províncias como Maranhão, Bahia e Pará que tinham uma grande influência e permanência da corte portuguesa em seus governos, só vem a reconhecer a independência em 1823 após várias desavenças entre os populares e tropas portuguesas. Consolidando assim a Independência do Brasil.


Em 1823 foi convocada uma Assembléia Constituinte, que deveria aprovar a primeira Constituição do Brasil imperial, mas Dom Pedro descontente com os rumos que a assembléia estava tomando a desmobilizou e juntamente com o conselho de Ministros, em uma canetada, nos entregou nossa primeira Constituição.

Agora vamos pensar juntos e perceber que nossa história é constituída de vários pequenos fatos, levantes e simples eventos que levam à nossa independência. Não existe um só herói, não existe uma única pessoa que faça a história. A história é composta pelas circunstâncias que nos rodeiam.


Nesse dia 7 de setembro vamos lembrar que ao fim de muita luta, ainda restava mais luta por direitos, liberdade e igualdade. A liberdade é algo que deve ser sempre vigiado, caso contrário, em uma canetada podemos ter um retrocesso em nossa luta. Hoje, 7 de setembro, vamos nos lembrar que, juntos, todos nós fazemos a diferença e a história desse país.


Escrito por Renan Arnoni

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